" Alerta geral, aos pais e a sociedade brasileira"
Art. 4º - É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende:
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;
c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas;
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude
“Sexo” está entre as palavras mais procuradas por crianças
Pesquisa mostra que sexo e pornografia estão entre as palavras mais procuradas, por crianças e adolescentes, em sites de busca na internet
Pesquisa realizada pela Symantec Corp identificou que, entre os principais termos procurados por crianças e adolescentes em sites de busca, estão as palavras "sex" e "porn" ou seja, sexo e pornografia. Essas palavras aparecem, respectivamente, em quarto e sexto lugares entre as dez mais procuradas, perdendo apenas para termos como Youtube (1º lugar), Google (2º), Facebook (3º) e MySpace (5º) onde, na verdade, elas entram para digitar aquilo que querem encontrar, seja em vídeo, fotografia ou outras mídias e conteúdos. Para a psicopedagoga e mestre em Educação Maria José Cerutti Novaes, as crianças a partir de três anos de idade despertam para a sexualidade e sentem necessidade de perguntar sobre o assunto. A pesquisa revela, ainda, que os pais estão pouco atentos ao que os filhos estão fazendo na internet. "Muitos deixam os pequenos passarem horas na frente do computador, sem impor limites e sem observar o que está sendo feito. É preciso ter diálogo, estabelecer uma relação de confiança e monitorar”. A melhor arma contra conteúdos impróprios para crianças e adolescentes não é impedir que tenham acesso por meio de filtros bloqueadores, mas sim o diálogo franco em família. “As ferramentas que bloqueiam conteúdos são baratas, muitas delas precisas e completas. Mas os adolescentes aprendem formas de burlar a proibição, mesmo que seja indo para uma lan-house ou para a casa de um amigo. Por isso, a melhor saída é, sempre, conversar", diz o consultor em tecnologia Gilberto Sudré. A dica para os pais é explicar para o filho o porquê das atitudes, vigiar à distância a preservar a privacidade. Exigir a senha do MSN do filho para ter acesso às conversas no bate-papo, impedir que ele converse com os amigos no Orkut ou que se expresse em um blog, por exemplo, pode denotar autoritarismo e desrespeito. No entanto, o pai pode criar uma conta no Orkut para acompanhar de perto a "vida virtual" do filho, manter contato com ele no MSN, saber quais sites ele costuma visitar e, até mesmo, ficar de olho no histórico de acesso do computador.
Portas abertas para a pedofilia - A preocupação com os conteúdos acessados por meninos e meninas nos sites de busca vai além. A internet é a grande porta de entrada para uma série de crimes virtuais e violências praticadas contra e por adolescentes. Dados do Núcleo de Repressão aos Crimes Eletrônicos (Nurecel) do Espírito Santo apontam que o número de crimes praticados por meios eletrônicos, como internet ou celulares, cresce cerca de 20% ao ano no estado. É pela internet, também, que grande parte dos casos de pedofilia, hoje, são registrados. Salas de bate-papo e programas de conversa como o MSN e o Skype estão na lista dos mais utilizados por adultos que vasculham a rede em busca do público infanto-juvenil. O ideal é orientar a criança para não adicionar pessoas desconhecidas, não disponibilizar informações pessoais e fotos e explicar os riscos e os cuidados necessários.
[A Gazeta (ES), Jornal da Tarde (SP), O Imparcial (MA), O Tempo (MG) - 13/08/2009]
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