segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aluno escolhe faculdade pelo local e preço

O impacto pequeno das avaliações do Ministério da Educação, entre os estudantes do interior, pode ser explicado pelo fato de muitos não estarem dispostos a sair de sua cidade para estudar

O resultado das avaliações das universidades e faculdades do país feitas pelo Ministério da Educação (MEC) foi importante na hora da escolha da instituição para cerca de 4% dos estudantes do ensino superior privado no estado de São Paulo, segundo pesquisa encomendada pelo Sindicato das Entidades Particulares de São Paulo (Semesp). Os fatores mais levados em conta na escolha foram a localização (24%) e o valor da mensalidade (19%). Para especialistas, o fato de estudantes darem pouca importância para avaliações pode ser indicativo de que eles ainda não conhecem bem esses dados, o que exigiria maior esforço na sua divulgação. E com a inclusão de novos indicadores nos últimos anos, a leitura dos números ficou mais completa, mas também mais complexa. Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, a pesquisa mostra que o estudante busca o ensino superior para aumentar o acesso ao mercado e que ele quer conseguir isso perto de onde ele mora e pelo preço que ele pode pagar. O levantamento foi feito com uma amostra formada por 1.682 alunos, pais, professores e funcionários de instituições da capital e de nove regiões do interior no primeiro semestre deste ano. Na avaliação do consultor Carlos Monteiro, outro fator que pode explicar o impacto pequeno das avaliações entre os estudantes é o fato de muitos não estarem dispostos a sair de sua cidade para estudar, no caso de quem mora no interior. "Muitas vezes a escola com conceito ruim é a única que ele tem", observa. No caso de São Paulo, a opção pela comodidade é explicada ela dificuldade de locomoção.

Orientação - A procura por orientação profissional tem crescido nos últimos anos entre alunos do ensino médio. O que muitos dos candidatos não sabem é que a velha e conhecida orientação vocacional pode ser administrada de diversas formas, realizando uma avaliação de conhecimento pessoal e não se restringindo apenas aos testes de interesses e aptidão. Segundo a orientadora da central de Apoio ao aluno, Renata Marques, na orientação profissional o candidato faz um autoconhecimento, vendo quais são os seus talentos e o que precisa ser reavaliado. “Quando não se busca essa ajuda, a pessoa fica apegada aos talentos mais evidentes e não enxerga aqueles que estão mais ocultos, ou não predominantes”, diz. Para a terapeuta Ingrid Canedo, a orientação vocacional tem mudado bastante nos últimos anos e, em sua opinião, a técnica de testes está ultrapassada. “A orientação é preventiva e faz um trabalho para a pessoa tentar se projetar no futuro, não só na profissão, mas em todo o projeto de vida”, destaca. A terapeuta, que trabalha na área há mais de 20 anos, usa o método de vivências, com aulas teóricas, discussão de textos e trocas de experiências.
[O Estado de São Paulo (SP), Simone Iwasso e Mariana Mandelli, Jornal da Tarde (SP) - 26/09/2009; Jornal do Brasil (RJ), Nara Boechat – 28/09/2009]

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