sábado, 10 de outubro de 2009

Banco de DNA poderá ser alternativa para localizar Crianças e Adolescentes.

A possibilidade de criação de um banco de DNA nacional para auxiliar na busca e identificação de pessoas pela polícia. Este foi um dos principais temas da audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que trata do desaparecimento de crianças e adolescentes. A informação é da deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), presente à reunião. Além do banco, as famílias presentes reivindicaram uma maior divulgação das campanhas de localização.

A ideia de criação desse banco poderá ser baseada num modelo desenvolvido no Paraná pela Universidade de São Paulo (USP). A biomédica Gilka Gattás, coordenadora do projeto que recebe o nome de Caminho de Volta, falou sobre a implantação dele em 2004 no estado. Segundo ela, o projeto trabalha com um banco de dados elaborado a partir do DNA das famílias que o procuram. “O banco é particularmente importante para a identificação de crianças desaparecidas há muitos anos ou o reconhecimento de restos mortais, poupando a família do desgaste emocional”, afirmou Gilka.

Ela ressaltou que o Caminho de Volta também possibilita identificar crianças levadas para outro estado ou país. Por meio da coleta de uma gota de sangue enviada em papel filtro pelos Correios, o projeto pode realizar os exames. “É só fazer um furinho na polpa do dedo. Depois de seco o material pode ser guardado por 20 anos”, ressaltou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário